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  • andre pralon

O poder da decisão


Decidir é arbitrar, ou seja, escolher entre algumas opções. Decidimos coisas o tempo todo em nossas vidas, desde o momento que despertamos pela manhã, até o sagrado instante em que fechamos os olhos para o período de sono e descanso. Aliás, escolhemos também isso, a hora que vamos dormir e a hora que vamos despertar. Temos, portanto, este poder de fazer escolhas, sem muitas vezes estarmos atentos a isso. É claro que a maturidade que adquirimos desde que nascemos até o momento atual de vida foi, aos poucos, ampliando a abrangência e profundidade das escolhas ao nosso alcance. Mas sempre pudemos fazer escolhas. A diferença é que antes, quando pequenos, podíamos somente escolher o sabor do sorvete quando mamãe e papai decidiam, ou melhor, escolhiam por nós, o dia e a hora em que poderíamos ter acesso a essa gostosura. Hoje, nós fazemos esta escolha também.

A pergunta que proponho nos façamos é muito simples - se podemos fazer escolhas do dia-a-dia, como a roupa que vamos usar ou a hora que vamos acordar, porque não escolher as emoções, sentimentos, ações e reações que teremos ao longo de cada dia diante das relações intra e interpessoais? Viver é estar em relação. Primeiro, consigo mesmo (intra), depois, com os outros (inter). Então, se eu posso fazer escolhas, se eu posso decidir sobre coisas básicas, eu posso também projetar este poder, expandi-lo, e decidir sobre meu destino de uma forma mais ampla e profunda, escolhendo como vou me relacionar comigo mesmo e com os outros.

Antony Robins, escritor e palestrante motivacional, diz que é nos momentos de decisão que o nosso destino é traçado. Pois está na hora de fazer isso, de despertar para uma vida em que tenhamos a possibilidade de escolher. Muitas vezes, agimos ou reagimos de maneiras que, no instante seguinte, nos arrependemos. Por quê? Onde reside a origem de comportamentos, mentais, físicos e emocionais que temos todos os dias, e que não gostamos, que nos arrependemos, que queremos mudar, mas não conseguimos? A resposta é simples – em nós mesmos. Pois fomos ensinados, desde pequenos, a viver uma vida normal, sem muitos questionamentos, sem aventuras, sem independência cognitiva ou emocional. Sem que percebamos, somos jogados, literalmente, em um mundo que Pierre Weil, Jean Yves Lelup e Roberto Crema chamam de normótico, em que todos os comportamentos, rotinas, padrões mentais e emocionais devem ser esperados, e não autênticos ou espontâneos.

Não devemos culpar nossos pais por isso. Eles também foram criados assim. Mas devemos nos perguntar até quando a normose, doença dos comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte por impedirem que a nossa verdadeira identidade e essência aflorem, que tem, sim, origem em papai e mamãe, via de regra, vai nos dominar. Será que não chegou a hora de decidirmos mudar? Será que deveremos seguir sem fazer as próprias escolhas, sem decidir o que queremos para o nosso futuro? E não importa, nesse ponto, a sua idade. Enquanto houver ar nos seus pulmões e força no seu corpo, haverá tempo de decidir. E de mudar.

Pois o convite que fica, para todos nós, é exatamente esse: vamos tomar a decisão! Qual? A que for melhor para você! Decida, agora, mudar! Decida, agora, ser feliz! Decida amar mais, sofrer menos, agir com mais serenidade e leveza em lugar de reagir com raiva e desamor. Decida que é você o grande responsável por seu destino, e não o mundo, ou seus pais. Decida que está na hora de você tomar as rédeas de sua vida, escolhendo os caminhos, as companhias, os amores, as relações, as reações emocionais e físicas, os cuidados com todas as dimensões do seu ser integral - corpo, espírito, mente e sentimentos. Elas são suas, então, por que terceirizar a decisão de como conduzi-las?

Há um poder que nunca alguém poderá ter controle ou te tirar, que é a liberdade de pensar, liberdade absoluta de cada um de nós, que não dependente de algo ou alguém para ser exercida. Pois é aí, no seu pensamento, que reside a fonte de suas decisões. Nosso pensamento nos conduz por uma jornada diária de prazer ou dor, de sucesso ou fracasso, de alegria ou tristeza. Ninguém é capaz de nos fazer pensar entre uma ou outra possibilidade de como será o nosso dia, somente nós temos o poder de decidir sobre isso. Então, tome agora a decisão de escolher que tipo de pensamentos vai ter, pois eles disparam em nós as emoções que vamos sentir e as ações, ou reações, que vamos ter na relação eu-comigo-mesmo e eu-com-os-outros. Um sábio da antiguidade disse que o melhor caminho para você melhorar nesta vida é conhecendo a si mesmo, ao que eu chamo de autoconhecimento e autoresponsabilidade. É nossa liberdade de fazer escolhas que vai, igualmente, nos conduzir por esse caminho. Ninguém vai nos pegar pela mão e nos levar à jornada de exploração e descoberta da nossa essência, aquela desprovida do ego e da persona, que dão origem à nossa personalidade, que muitas vezes não nos agrada, pelos resultados que alcançamos em todas as áreas da vida, incluindo relacionamentos, carreira, saúde e questões financeiras.

Pois então, é chegado o teu momento, a tua hora de fazer com que cada dia, cada segundo futuro seja melhor do que foi e está sendo. Assuma a responsabilidade sobre sua vida. Decida mudar. E trace um destino para você. Sua melhor versão de si mesmo(a) fará transformar o mundo à sua volta. Acredite, decida e vá.

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